Rui Barbosa entra para o livro dos Heróis da Pátria
(Foto: Marco Oddone/ Tribuna de Petrópolis)
O Livro dos Heróis da Pátria também é conhecido como “Livro de Aço”, referência ao material em que é confeccionado. Ele está exposto no Panteão da Pátria, em Brasília, e homenageia brasileiros que tenham oferecido a vida à Pátria. Entre os nomes já inscritos no livro estão o de Tiradentes, Zumbi dos Palmares e Santos Dumont.
Rui Barbosa é um dos personagens mais conhecidos da história do Brasil. Nascido na Bahia, em 5 de novembro de 1849, fixou-se no Rio de Janeiro em 1879, ao ser eleito para a Assembleia Legislativa da Corte Imperial. Ganhou prestígio como orador, jurista e jornalista defensor das liberdades civis e foi por três vezes candidato à Presidência da República. Também foi ministro da Fazenda do governo de Deodoro da Fonseca e senador. É considerado patrono do Senado Federal.
Estudioso da língua portuguesa, Rui Barbosa presidiu a Academia Brasileira de Letras após a morte do escritor Machado de Assis. Também foi juiz na Corte Internacional de Haia, na Holanda. Defendeu a teoria brasileira da igualdade racial em 1907, na Conferência de Paz de Haia.
Em artigo publicado no site do Instituto Histórico de Petrópolis (IHP), o professor Jeronymo Ferreira Alves Netto, lembra que Rui Barbosa procurou se recuperar das fadigas em Nova Friburgo, onde passou a lua de mel com sua esposa. Ele lembra que “somente em fins de 1901, a conselho médico, devido a uma enfermidade de sua esposa, tem inicio o seu veraneio em Petrópolis, onde ele arrendou uma bela residência localizada à Rua Paulo Barbosa. A partir daí, Petrópolis passa a ser a grande paixão do ilustre brasileiro, que todos os anos afirmava: Subirei mais cedo para Petrópolis, afim de encontrar ainda os restos da Primavera e para poder gozar as flores do meu jardim".
De acordo com relato do professor, em 1915 o estadista comprou uma casa na rua Joinville, hoje Ipiranga, na qual fez uma série de adaptações. “Nesta residência de Petrópolis, que ele apelidou carinhosamente de Sweet Home, escreveu a maior parte das conferências da campanha presidencial de 1909, concluiu a Oração aos Moços, da qual, a maior parte, foi escrita no leito, em estado febril, e também a introdução do primeiro volume da Queda do Império e quase toda a primeira Conferência da Associação Comercial do Rio de Janeiro”.
O professor relata que em Petrópolis, Rui Barbosa pronunciou uma Conferência a 17 de março de 1917, no Teatro Petrópolis, a Convite da Cruz Vermelha. “Naquela ocasião, Ruy Barbosa mostrou aos que teimavam em ver na guerra um simples conflito europeu, o interesse universal na restauração da ordem legal no mundo. De sua presença em Petrópolis, permaneceu a lembrança de suas caminhadas, dos cuidados que costumava dispensar às flores do jardim de sua residência. Aqui conseguiu descansar, buscando recuperar as energias perdidas, entregar-se ao prazer da leitura, sem nunca deixar de acompanhar com grande interesse os acontecimentos políticos do país”.
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