domingo, 2 de agosto de 2015

Rui Barbosa entra para o livro dos Heróis da Pátria

(Foto: Marco Oddone/ Tribuna de Petrópolis)
O advogado, jornalista, jurista, político, diplomata, ensaísta e orador brasileiro, Rui Barbosa de Oliveira (nasceu em 1849), que durante longo período residiu em Petrópolis, onde morreu, no dia 1º de março de 1923, terá seu nome incluído no Livro dos Heróis da Pátria também é conhecido como “Livro de Aço”. O projeto foi aprovado no dia 15 de julho, na Câmara dos Deputados e agora aguarda a sanção da presidente Dilma Rousseff.
O Livro dos Heróis da Pátria também é conhecido como “Livro de Aço”, referência ao material em que é confeccionado. Ele está exposto no Panteão da Pátria, em Brasília, e homenageia brasileiros que tenham oferecido a vida à Pátria. Entre os nomes já inscritos no livro estão o de Tiradentes, Zumbi dos Palmares e Santos Dumont.
Rui Barbosa é um dos personagens mais conhecidos da história do Brasil. Nascido na Bahia, em 5 de novembro de 1849, fixou-se no Rio de Janeiro em 1879, ao ser eleito para a Assembleia Legislativa da Corte Imperial. Ganhou prestígio como orador, jurista e jornalista defensor das liberdades civis e foi por três vezes candidato à Presidência da República. Também foi ministro da Fazenda do governo de Deodoro da Fonseca e senador. É considerado patrono do Senado Federal.
Estudioso da língua portuguesa, Rui Barbosa presidiu a Academia Brasileira de Letras após a morte do escritor Machado de Assis. Também foi juiz na Corte Internacional de Haia, na Holanda. Defendeu a teoria brasileira da igualdade racial em 1907, na Conferência de Paz de Haia.
Em artigo publicado no site do Instituto Histórico de Petrópolis (IHP), o professor Jeronymo Ferreira Alves Netto, lembra que Rui Barbosa procurou se recuperar das fadigas em Nova Friburgo, onde passou a lua de mel com sua esposa. Ele lembra que “somente em fins de 1901, a conselho médico, devido a uma enfermidade de sua esposa, tem inicio o seu veraneio em Petrópolis, onde ele arrendou uma bela residência localizada à Rua Paulo Barbosa. A partir daí, Petrópolis passa a ser a grande paixão do ilustre brasileiro, que todos os anos afirmava: Subirei mais cedo para Petrópolis, afim de encontrar ainda os restos da Primavera e para poder gozar as flores do meu jardim".
De acordo com relato do professor, em 1915 o estadista comprou uma casa na rua Joinville, hoje Ipiranga, na qual fez uma série de adaptações. “Nesta residência de Petrópolis, que ele apelidou carinhosamente de Sweet Home, escreveu a maior parte das conferências da campanha presidencial de 1909, concluiu a Oração aos Moços, da qual, a maior parte, foi escrita no leito, em estado febril, e também a introdução do primeiro volume da Queda do Império e quase toda a primeira Conferência da Associação Comercial do Rio de Janeiro”.
O professor relata que em Petrópolis, Rui Barbosa pronunciou uma Conferência a 17 de março de 1917, no Teatro Petrópolis, a Convite da Cruz Vermelha. “Naquela ocasião, Ruy Barbosa mostrou aos que teimavam em ver na guerra um simples conflito europeu, o interesse universal na restauração da ordem legal no mundo. De sua presença em Petrópolis, permaneceu a lembrança de suas caminhadas, dos cuidados que costumava dispensar às flores do jardim de sua residência. Aqui conseguiu descansar, buscando recuperar as energias perdidas, entregar-se ao prazer da leitura, sem nunca deixar de acompanhar com grande interesse os acontecimentos políticos do país”. 

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